Ações sociais

Ações sociais

O Plano de segurança do Rio de Janeiro terá orçamento extra para ações sociais, anunciou ontem o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra. E precisa mesmo. A criminalidade não será combatida apenas com a repressão, até porque é impossível vigiar cada rua deste Estado que tem mais de 16 milhões de habitantes. A situação é mais grave na Capital, na Região Metropolitana, na Baixada e Leste Fluminense, mas outras áreas do Estado também carecem de vigilância. E ações sociais.

Infelizmente, o Brasil, e em especial o Estado do Rio, sofre na mãos dos bandidos e do crime organizado justamente por causa da falta de oportunidades, de condições de vida e desenvolvimento para a maioria da população. Muitos acabam caindo nas mãos do tráfico por não conseguir enxergar outro caminho ou por não querer trilhá-lo, se houver. A sedução do dinheiro fácil fala mais alto e conduz ao crime. 

Mas as ações sociais precisam ser efetivas e não meros paliativos. Dar oportunidade é oferecer condições de desenvolvimento, educação, saúde e também emprego, renda, futuro, perspectiva. É isso que o Brasil precisa – pensar para frente, pensar grande, dar esperança a seus cidadãos, e não apenas àqueles mais favorecidos. 

É preciso que o dinheiro público seja aplicado em ações que deem retorno para os jovens, principalmente, as maiores vítimas da desesperança e das políticas equivocadas. 

Se não houver investimento social, não há plano de segurança que resista. É o mesmo que enxugar gelo com toalha quente.

Fonte: http://www.ofluminense.com.br