Bom senso

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A decisão tomada na quarta-feira pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foi um primeiro passo para o país entrar nos eixos. Ao abrir mão de inserir previsão de reajuste de seus salários na proposta de Orçamento da Corte para 2018, os ministros cortaram um mal pela raiz: o efeito cascata nos salários do funcionalismo. 

A remuneração recebida pelos ministros é considerada como teto salarial do serviço público e ao longo dos anos acabou sendo transformada em referência para todas as carreiras e cargos políticos, refletindo nas assembleias legislativas estaduais e até nas câmaras de vereadores.

Menos de 24 horas depois, a atitude dos ministros repercutiu no Ministério Público: seu Conselho Superior voltou atrás no pedido de reajuste de 16% no salário dos procuradores. O aumento não estava incluído na proposta original apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mas foi incluído a pedido de sua sucessora no cargo a partir de setembro, Raquel Dodge. Ontem, na reunião do Conselho Superior do Ministério Público, Raquel Dodge disse que “não há como insistir na revisão dos vencimentos”.

E não há mesmo, visto que até os servidores federais poderão ficar sem reajuste no ano que vem. É hora de apertar o cinto para o Brasil sair da crise e, se é preciso fazer sacrifícios, é bom que seja para todos, indistintamente, porque, se não for dessa forma, não haverá respeito.

O Brasil não pode mais errar a mão, sob pena de inviabilizar a gestão pública e política.

Fonte: http://www.ofluminense.com.br