Após chuvas em abril, casas estão ameaçadas no Morro do Preventório

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Após chuvas em abril, casas estão ameaçadas no Morro do Preventório

Moradores da comunidade de Niterói reclamam que não têm ajuda da Prefeitura e há dois meses seus imóveis foram interditados. Muitos moram de favor em casa de parentes

Moradores do Morro do Preventório, em Charitas, Zona Sul de Niterói, estão preocupados com a situação em que suas casas se encontram há quase dois meses. Durante a chuva que atingiu a cidade na madrugada do dia 14 de abril, o muro de uma casa veio abaixo, deixando o imóvel e mais duas residências próximas em risco e interditadas pela Defesa Civil. 

Segundo os moradores, a Prefeitura de Niterói afirmou que resolveria o problema em 15 dias, fazendo os ajustes necessários para que o local não corresse mais o risco de desabar, mas até o momento nada foi feito. Enquanto os moradores são proibidos de permanecerem em suas próprias residências, alguns moram com parentes e outros pagam aluguel em casas na comunidade. No entanto, eles se queixam da situação em que foram deixados, alegando que não recebem nenhum tipo de ajuda financeira da Prefeitura.

Duas das três casas interditadas são de uma mesma família, onde em uma casa vivia um casal com um filho, e na outra casa, localizada ao lado, morava a segunda filha com o marido e os filhos. Após a queda do muro, a família está pagando um único aluguel e vivendo em uma casa próxima a que está interditada. 

“O muro desabou há quase dois meses e não recebemos um aluguel social, aliás, não recebemos nem uma satisfação da Prefeitura desde que as casas foram interditadas. Estou pagando R$ 700 de aluguel, morando em um lugar com menos conforto, com mais pessoas, e vivendo da preocupação de não conseguir mais voltar para a minha casa”, afirmou o porteiro Joelson Elzébio Paraíso, de 37 anos.

A aposentada Zenira Nogueira, de 64, também se queixou da situação. 

“Tive que me mudar temporariamente para a casa da minha irmã, já que minha filha é casada e mora longe de Niterói. É difícil ficar bem sabendo que sua casa pode desabar a qualquer momento e que ninguém responde por isso. Nós tentamos contato com a Prefeitura e ninguém assume nenhum compromisso. Fica um setor jogando o problema para outro”, disse.

Vistoria – A Prefeitura informou que a Defesa Civil interditou as três casas e solicitou à Emusa que fizesse obras de contenção no local para eliminar os riscos de novos escorregamentos. Está na programação da Emusa uma vistoria no local para avaliação.

Com relação às famílias, a Prefeitura orienta a procurar a Comissão de Acompanhamento do Aluguel Social, que funciona na Avenida Ernâni do Amaral Peixoto, 171-A, sala 402, com a documentação necessária (incluindo o laudo de interdição da Defesa Civil) para análise dos casos. 



Fonte: http://jornal.ofluminense.com.br