Cheios de habilidades

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Cheios de habilidades

Atuando em todas as etapas do projeto, eles fazem reuniões, tomam decisões e garantem que ainda se divertem e aprendem novas experiências

Revelando talentos e preparando jovens para o futuro. É assim que o Festival de Rock do Salesiano Região Oceânica chega a sua quarta edição. Incentivando descobertas de novas habilidades que o dia a dia de uma sala de aula não permite, o evento também se transformou em motivo de orgulho para os estudantes do ensino médio da instituição, envolvidos com as assessorias estudantis que organizam todas as etapas do projeto. Foram 23 bandas inscritas, das quais 15 passaram para a segunda eliminatória e cinco participarão da final, no próximo dia 17 de julho, das 17 horas às 22 horas, no colégio.

O processo requer muito trabalho e dedicação, mas também é feito com muita diversão, segundo a aluna do 3º ano, Mallu Azeredo, 16 anos, que está trabalhando na organização do evento pela segunda vez. “A gente acaba descobrindo habilidades que não sabia que tinha e também atuando em áreas que temos interesse, e dessa forma descobrimos vocações”, revela Mallu, ressaltando que, no ano passado, o evento contou com 1652 pessoas e a expectativa para esta próxima edição é reunir um público ainda maior. 

“O número de bandas inscritas também aumentou e, por isso, este ano foi preciso realizar duas eliminatórias. Vale lembrar que o festival é focado no rock, mas também temos os skatistas sempre marcando presença em todas as edições e, esse ano, criamos uma estrutura musical especialmente para prestigiá-los”, acrescenta Mallu.  

Concorrendo como músico desde a primeira edição e trabalhando como organizador há dois anos, Bruno Capeto, 16,  aluno do 2º ano, diz que o evento está ficando melhor a cada edição. “No começo era uma coisa mais amadora, mas para colocar 1600 pessoas em um evento, como foi ano passado, tivemos que trabalhar com seriedade. Para um jovem artista é bastante incentivador, você vê bandas surgindo especialmente para tocar no festival”, diz Bruno. 

Para Maria Clara Rocha, 16, aluna do 2º ano, a participação na organização do festival trouxe uma nova percepção do trabalho em equipe. “São opiniões diferentes e, às vezes, não conseguimos juntar todas ou realizar de uma forma que todo mundo goste. Ano passado, eu estava apenas ajudando, mas agora estou mais presente e isso me fez crescer muito, porque tive que superar minha timidez”, conta. 

O evento também trabalha para ser autossustentável. “O festival tem várias mensagens e a parte ecológica é uma delas. Outra coisa importante é que os alunos do ensino médio estão focados no vestibular, mas não sabem ainda muita coisa sobre o mercado de trabalho. É uma espécie de laboratório para a vida. Acho que o festival prepara a gente para o futuro”, conclui Beatriz Azevedo, 16, aluna do 3º ano.

Os ingressos para o festival podem ser comprados no colégio, na Rua Doutor Cornélio de Mello Júnior, 117, Piratininga. 

Fonte: http://www.ofluminense.com.br