Domingo de adoção de pets especiais

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Domingo de adoção de pets especiais

Trinta pets, entre cães e gatos, foram levados por oito protetoras de animais para o Campo de São Bento neste domingo (24). Desta vez, a campanha de adoção foi diferente: todos os pets tinham algum tipo de deficiência, crônica ou física. A feira foi realizada em parceria pelos projetos Adotar é o Bicho e Adote seu Melhor Amigo, com apoio da Prefeitura de Niterói, da Universidade Federal Fluminense (UFF) e de marcas oferecendo seus serviços gratuitos e incentivando a adoção.

“A união das duas campanhas foi muito importante para o sucesso da feira. São animais que não são adotados cotidianamente por conta de suas deficiências, mas que são capazes de amar como qualquer outro pet. Queremos tirar eles dos protetores para integrá-los a uma família”, ressaltou Marcelo Pereira, diretor da Secretaria de Meio Ambiente e coordenador da campanha Adotar é o Bicho.

Animais idosos e debilitados; com doenças crônicas, como leucemia (não transmitida para humanos); com deficiências visual ou física, como amputados ou com dificuldade de mobilidade; estavam entre os pet especiais prontos para ganhar uma família. Para a veterinária da prefeitura Fernanda Campista, o preconceito é o maior vilão.

“Muitas das vezes, a pessoa quer adotar, mas não quer ter trabalho com o animal, ainda mais nesses casos, quando a preocupação é maior por serem pets especiais, que requerem mais atenção. É bom lembrar que independente da deficiência, eles precisam de amor. Nada como ter sua casa, um dono…”, argumentou Fernanda.

As universitárias Gabriela e Rafael Marsico, adotando o Max

De acordo com Renata Soares, coordenadora da Adote seu Melhor Amigo ao lado de Joana Paes Leme, animais especiais não são prostrados, eles têm energia e vitalidade como os outros.

“A maioria das pessoas vem querendo adotar um filhote perfeito e queremos, exatamente, quebrar esse tabu com os cães e gatos defíciêncites. É uma feira para vir de coração aberto”, disse Renata, que foi completada por Joana: “Eles se adaptam à realidade deles muito mais rápido do que nós. Queremos levar informação às pessoas que vierem aqui hoje, para que possam entender as limitações dos bichos sem condená-los. Não podemos limitar o amor”.

Até o momento em que a reportagem foi feita, quatro animais haviam sido adotados e todos eles ganharam da Adote seu Melhor Amigo uma coleira e uma plaquinha de identificação, além de microchipagem feita pela equipe da prefeitura, consulta grátis na Hachiko, assessórios da Ideia Animal e passeios gratuitos por um mês com o pessoal da Go Dog, para garantir a integração com a nova família. Um dos cães adotados foi o Max, cuja perna esquerda foi amputada, e isso não é problema nem para ele nem para suas novas donas: as estudantes universitárias Gabriela e Rafaela Marsico.

“Sempre vivemos em um lar de protetores. Nossos pais faziam resgates de animais. Desde que nos mudamos para Niterói, para estudar na UFF, desejamos ter um cachorro. Quando descobrimos a feira, percebemos que era a hora certa. O Max vai ser muito amado. Hoje ainda é aniversário da minha mãe, contamos para ela por telefone, e ela ficou toda feliz e orgulhosa por a gente ter adotado ele”, comentou Gabriela.

Também participou do evento o fotógrafo Jayme Rocha, da Celebridade Pet, que fez fotos dos trinta pets em um pequeno estúdio montado no local. Futuramente, as imagens vão se tornar uma exposição. O projeto ajuda abrigos de Niterói e do Rio de Janeiro na divulgação das fotos para que os animais encontrem um lar. Recentemente, Jayme fechou uma parceria com os BRTs e ônibus convencionais do Rio de Janeiro, que vão exibir, por um ano, fotos de seis cães por semana na sua televisão interna para que os usuários do meio de transporte público saibam sobre os animais disponíveis para adoção.

“Fazemos fotos produzidas para mexer com o emocional das pessoas. As fotos e toda essa campanha mostram a importância da adoção”, afirma o fotógrafo.

A feira ainda atraiu donos de animais com deficiência para o Campo de São Bento, como foi o caso do Carlos Eduardo Foly, estudante de 21 anos. Ele adotou o Marley com 7 meses e aos 2 anos e meio, o cão foi atropelado e parou se movimentar as pernas traseiras.

“Ele fraturou a coluna, teve que colocar prótese de titânio e desde então o tratamento segue com fisioterapia e acupuntura toda semana. No mais, ele tem uma vida normal: vai à praia e viaja comigo”, comemora Carlos Eduardo, que ainda criou um Instagram para o cachorro: @marleyboxer.  commodo viverra.

Fonte: http://www.ofluminense.com.br