Galeria pluvial com tecnologia como solução dos alagamentos urbanos

Galerias com nova tecnologia suportam até 45 toneladas. Foto: Marcello Almo
Galeria pluvial com tecnologia como solução dos alagamentos urbanos

A grande novidade do produto é que, além de permitir o escoamento das águas pluviais, ou esgotamento sanitário, ele permite o tráfego de veículos, sem prejuízos ao sistema

Nova tecnologia é lançada com o intuito de solucionar o problema dos alagamentos provocados pelas chuvas nos centros urbanos.

Trata-se da Galeria Multidimensional Rodoviária, idealizada pelo engenheiro Maurício Santiago. A grande novidade do produto é que, além de permitir o escoamento das águas pluviais, ou esgotamento sanitário, ele agrega uma ‘tampa rodoviária’, que permite o tráfego de veículos, sem prejuízos ao sistema.

‘As galerias comuns são enterradas a metros de profundidade porque não são capazes de suportar o peso dos veículos. Já este modelo permite o contato direto com a superfície, suportando até 45 toneladas, o que proporciona ainda maior capacidade de vazão (superior a 100 mil litros por segundo). Resumidamente é como se fosse um canal com tampa’, explica Santiago.

O produto foi lançado ontem, às 10h, pelo Grupo ArtSul, localizado na Rodovia Presidente Dutra, quilômetro 187, em Austin. A cerimônia contou com representantes de prefeituras e companhias de água e esgoto.

Piloto ‘ A galeria é apresentada oficialmente ao mercado após décadas de aprimoramento, segundo o engenheiro Maurício Santiago. Ele explica que o projeto piloto foi implantado em 1989, em uma via de Piratininga, na Região Oceânica de Niterói, após solicitação feita por Sérgio Marcolini (hoje presidente da NitTrans), durante o primeiro mandato do prefeito Jorge Roberto Silveira. Depois disso, agregou várias novidades tecnológicas.

‘Finalmente, chegamos a uma geometria ideal, que corresponde à excelência de velocidades em canais e galerias, segundo a tecnologia da Mecânica dos Fluidos. O fundo curvo e a parede inclinada a torna (a galeria), ainda, autolimpante, impedindo o assoreamento e garantindo um baixo custo de manutenção.

Além disso, oferece diversas vantagens no processo de execução das obras, atinge altos índices de produtividade e seus custos são inferiores aos dos atuais produtos concorrentes’, afirma o engenheiro.
O vereador João Gustavo disse que pretende levar a ideia ao Executivo.

‘Sem dúvida pode ser uma solução para vias como a Avenida Roberto Silveira e outras no entorno do Complexo do Caio Martins; para bairros como São Francisco e Ponto Cem Réis, e demais que sofrem com alagamentos. Já que se pretende implantar ônibus articulados na cidade, os mesmos poderiam circular sobre essas galerias. Além da questão do trânsito também se resolveria a dos alagamentos’, sugere.

O produto, patenteado no ano passado, já foi publicado em 113 países. Atualmente, já estão em andamento processos licitatórios para sua utilização pelos departamentos de Estradas de Rodagem (DER) do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

‘Existe um projeto viabilizado com o DER na Rodovia Amaral Peixoto, na altura do bairro Novo México, trecho comprometido após as fortes chuvas do ano passado. A galeria passará pelo leito do Rio das Pedras’, afirma o engenheiro Francisco Garrido, que faz parte do grupo projetista. Alguns municípios do Conleste, além da própria CCR, já estariam interessados.

Também participaram da cerimônia de apresentação o presidente da ArtSul, Carlos Pereira; Maurício Mattos, parceiro no projeto; Eugênio Monteiro, coordenador de projetos da Rio-Águas; o engenheiro da Cedae Luiz Lebreiro; e Dario Prata, engenheiro civil e sanitarista.

Fonte: http://jornal.ofluminense.com.br