Peça “Desesperados” estréia nessa sexta-feira no Teatro Abel [17/02]

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Com direção de João Fonseca, “Desesperados” estreia dia 17 no Teatro Abel com Marcos Majela, Pablo Sanábio e Pedroca Monteiro.

 

O mundo está assim: cheio de pessoas carentes que se sentem sozinhas. Com certeza você tem um amigo que se encaixa nesse perfil, está sempre meio sozinho, triste, choroso, ou alguém que acabou de terminar um relacionamento e está mal. A verdade é que eles estão definitivamente entre nós e inspiraram os personagens do espetáculo “Desesperados”, que estreia dia 17 no palco do Teatro Abel, em Icaraí.

“De tão sozinhas e carentes, essas pessoas acabam se tornando hilárias. O meu papel é tirar humor de tudo. Até mesmo quando estou triste e carente tiro sarro de mim”, comenta o ator e comediante Marcus Majella, que estrela a peça.

Com a estrutura cênica um pouco diferente do usual e o desespero como fio condutor, o espetáculosatiriza a solidão  no  mundo contemporâneo.

A ideia de “Desesperados” surgiu quando “Marquinhos”, como é conhecido o ator pelos amigos, buscava um novo espetáculo para  presentear os fãs. O amigo de décadas, também ator e comediante Pablo Sanábio, já estava confirmado no elenco.  O texto, de autoria de Fernando Ceylão, foi sugerido pelo ator da série “Vai Que Cola”, Sílvio Guindane, que interpreta o personagem Lacraia.

“O Sílvio me ligou: ‘Marquinhos, você me pediu uma peça, estou lendo uma do Ceylão que é maravilhosa. Achei a sua cara’. Logo na primeira leitura nos divertimos muito. Convidamos o Pedroca Monteiro para o elenco e o João Fonseca para a direção”, conta.

A princípio, “Desesperados” pode passar a sensação de ser uma peça de esquetes, quando, na realidade, conta a  história de três personagens principais – Marcondes (Majella), Bia (Sanábio) e Ricardo (Pedroca) – que vai sendo costurada através dos outros tipos que aparecem em cena. Todos eles têm algo em comum: a solidão. De tão sozinhos chegam a forçar conversas com desconhecidos que esbarram na rua.
Sem troca de cenário e figurino, os artistas precisaram estudar bem as energias de cada um dos personagens e determinar quais características poderiam ter para facilitar a identificação do público somente com a simplicidade do jogo teatral. João Fonseca garante que o talento dos três é suficiente.

“Tenho três atores ótimos, especiais, talentosos e rápidos. Acaba sendo fácil dirigí-los. Uma das grandes diversões da peça é ver como eles se viram bem e contornam cada personagem sem nada além da expressão corporal e entonação da voz”, elogia.

Nascido em Cabo Frio, Marcus Majella estudou artes cênicas na Casa das Artes de Laranjeiras (CAL). Após um tempo no teatro, ganhou reconhecimento nacional quando entrou para o canal Multishow e encantou o público brasileiro com o personagem Ferdinando, da série “Vai que Cola”. “Desesperados” também dá a ele outra oportunidade de apresentar sua versatilidade como ator.

“Tenho que me reinventar como ator. Não posso ficar acomodado em um único papel. Quero que o público me veja interpretando diferentes personagens”, argumenta.

O mineiro Pablo Sanábio, que dá vida a cerca de seis personagens na comédia, veio para o Rio para estudar teatro e considera João Fonseca um de seus padrinhos.

“Estamos fazendo um trabalho super legal com o João, que é um parceiro antigo nosso. Ele me deu aula na CAL e, juntos, fizemos uma montagem amadora, a peça ‘Bruxas de Salém’. Ele é um profissional que admiro muito e que me permite aprender diariamente”, elogia Sanábio, que considera que todos os personagens que interpreta são divertidos, cheios de conflitos e têm um lugar importante na composição da história. Bia, por exemplo, se encontra em diversas situações difíceis: terminou o namoro, foi demitida do trabalho e nunca consegue se comunicar com sua grande amiga.

Pedroca Monteiro, que interpreta Ricardo, um tarólogo, uma dançarina, entre outros personagens, conta que amou o texto desde a primeira leitura.

“Conheço o Pablo há muito tempo e ele me chamou para fazer uma leitura da peça. Também já conheci o Marquinhos da CAL e é maravilhoso trabalhar com o João, um diretor muito generoso e atencioso. É uma delícia trabalhar com amigos”, ressalta Pedroca, que concorre ao Prêmio APTR na categoria Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Perfomance no Prêmio do Humor com o papel no espetáculo “Sucessos”.

Com uma química boa, que enriquece o espetáculo e o deixa mais fluente, a expectativa para estrear em Niterói é grande.  “Eles são uma versão moderna dos três patetas, dos três mosqueteiros. Sobre a estreia em Niterói, acho  que a cidade tem um público que corresponde muito e gosta dos atores. A cidade vai abraçar a gente muito bem”, completa o diretor.

Teatro Abel – Rua Mário Alves, 2, Icaraí, Niterói.  Sexta e sábado, às 21h, domingo às 20h.

Preço: R$80 (inteira).

Censura: 12 anos.

Informações:

Telefone: 2195-9800.

Fonte: Nikity App