No ronco dos motores

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No ronco dos motores

Em “Ronco dos Motores”, o comportamento humano é o princípio motivador e reflete interações em um mundo cada vez mais mecânico, rotineiro e individualista

(Ana Carolina Poeys)

Neste exato momento em que você está sentado, tranquilo, começando a leitura desta matéria, seu corpo, um complexo e eficientíssimo organismo de múltiplas capacidades, funciona a todo vapor para que você continue vivo entendendo o que lê. O corpo humano é bastante curioso e instiga a imaginação para tentar entender o modo como nos comportamos, e é esse universo instigante que poderá ser visto nestas sexta (4) e sábado (5), quando a “Comrua” Companhia de Dança, do coreógrafo Rodrigo Pires, apresenta “Ronco dos Motores” pela segunda vez no Teatro Municipal de Niterói. Além de dono da companhia, Rodrigo é também o responsável pela direção artística do espetáculo e montou a coreografia junto com a diretora geral Pâmela Oliveira e com o coreógrafo convidado Fernando Azevedo.

“Ronco dos Motores” teve sua estreia em 2015 e, desde então, vem sofrendo aperfeiçoamento tanto técnico quanto coreográfico.

“Ronco dos Motores” conta com sete bailarinos: Alex Santos, Bianca Jordá, Carolina Maciel, David Medeiros, Elisa Azevedo, Renan Lima e Wallace Lima. Neste espetáculo, o comportamento humano é o princípio motivador e reflete interações em um mundo cada vez mais mecânico, rotineiro e individualista.

Rodrigo revela que o início é mais mecânico e, depois, a apresentação vai tomando uma forma mais sensível, tentando demonstrar os sentimentos por trás dos movimentos dos bailarinos, que dialogam com o público para dar suporte às técnicas contemporâneas e urbanas que estão presentes em sua formação.

Rodrigo Pires revela que o início é mais mecânico e, depois, a apresentação vai tomando uma forma mais sensível, tentando demonstrar os sentimentos por trás dos movimentos dos bailarinos.

“O ápice do espetáculo está na participação do público, em uma cena em que ele é convidado a mostrar a potência dos seus motores, ou seja, sobe no palco para participar do espetáculo. É uma parte divertida onde pode dançar do jeito que quiser. As pessoas se divertem muito”, adianta Rodrigo.

“A coreografia do espetáculo foi pensada, basicamente, como cada indivíduo se move e interage em determinada música e momento. A gente pergunta qual é o seu motor, como você se move e como gostaria de se mover em determinada ocasião. Um é esquisito, um é mais técnico, acanhado, feliz… A gente tira um pouco do público essa questão de perceber a reação em determinado momento, por isso existe a interação com a plateia. Cada bailarino puxa um indivíduo e deixa a pessoa livre para fazer o que bem entender em cima do palco”, explica Pâmela. 

Criadores – Rodrigo iniciou os seus estudos de dança em 1995, no “Ballet Jovem Helfany e Jânia”, com a maître Helfany Peçanha, e, no ano seguinte, ingressou no elenco do “Grupo de Rua de Niterói”, do diretor Bruno Beltrão. Em 1998, fundou a Comrua e, atualmente, atua como professor e coreógrafo do curso profissionalizante do Centro de Dança Rio. Rodrigo também integra o elenco da TV Globo e ministra workshops de dança pelo país.

Pâmela é especializada em danças urbanas e acompanhou grandes cantoras como Preta Gil, Ivete Sangalo e Valesca Popozuda e também já teve a oportunidade de fazer aulas com Fernando Azevedo, Lucia Helena, Frans Manson e outros que fizeram parte da formação de sua carreira. Ela faz parte do elenco da Comrua desde 1999 e atua como bailarina e coreógrafa residente. 

O Teatro Municipal de Niterói fica na Rua Quinze de Novembro 35, Centro. Sexta (4) e sábado (5), às 20 horas. Preço: R$ 40 (inteira). Censura: livre. Telefone: 2620-1624.

Fonte: http://www.ofluminense.com.br