Ocupação permanente

Ocupação permanente

O cerco das Forças Armadas promovido em Niterói na última quarta-feira impressionou pela mobilização de mais de 3 mil agentes de segurança, mas o resultado foi aquém do esperado: apenas 16 suspeitos capturados, entre eles três menores. É pouco para uma cidade que convive nos últimos meses com alto índice de violência. 

Não é possível manter um policial em cada esquina das cidades do Estado do Rio de Janeiro, como já disse em outra ocasião o secretário de Segurança Roberto Sá, mas é necessário a presença constante da polícia nas ruas. É a polícia quem dá segurança ao cidadão e intimida a ação criminosa. 

Megaoperações como a realizada em Niterói e outras tantas promovidas no Rio de Janeiro e Região Metropolitana, com resultado semelhante – poucos presos e número mínimo de armas e drogas apreendidas – têm seu valor para mostrar a reação do Estado brasileiro contra o crime, mas, em termos práticos, não atende o que o cidadão deseja, que é se ver livre dos bandidos. 

Diferente de uma situação de guerra, onde o inimigo está posicionado de um lado, o criminoso urbano se esconde em meio à população, convivendo no dia a dia com as pessoas e se aproveitando de rápidos descuidos para atacar, roubar e intimidar. 

O combate é difícil, presencial, demorado e cansativo, mas não há outro jeito. O crime está sempre à espreita e não à espera da captura. 

Lugar de polícia é na rua.

Fonte: http://www.ofluminense.com.br