Piso tátil faz zigue-zague e gera confusão e risco na Região Oceânica

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Piso tátil faz zigue-zague e gera confusão e risco na Região Oceânica

Na Estrada Francisco da Cruz Nunes problemas são detectados em vários pontos da via

Para quem não tem dificuldades ocasionadas por necessidades especiais, talvez não pareça nada demais. Mas para quem depende disso para locomoção segura, a má-colocação de pisos táteis em calçadas recém-reformadas pela Prefeitura de Niterói na Região Oceânica de Niterói é um problemão. Moradores e pedestres que passam pela área apontam várias deficiências na instalação desse tipo de equipamento: tem lugar mal-sinalizado, tem obstáculo que não é sinalizado, tem também piso tátil que obriga o usuário a andar em zigue-zague. 

O manual Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, da Associação Brasileira de Normas Técnicas, tem determinações para os tipos de obstáculos e caminhos que precisam ser sinalizados pelo piso tátil. O piso tátil de alerta – aquele de bolinhas – deve ser utilizado para sinalizar situações que envolvem risco de segurança. O direcional, por sua vez, deve ser utilizado em casos de ausência ou descontinuidade de linha-guia identificável, como guia de caminhamento em ambientes internos ou externos, ou quando houver caminhos preferenciais de circulação. 

Na Estrada Francisco da Cruz Nunes problemas são detectados em vários pontos da via

No caso dos “obstáculos suspensos”, como canteiros e postes, por exemplo, a sinalização deve ser feita em toda a superfície ou em seu perímetro. Não é o que acontece na Estrada Francisco da Cruz Nunes, onde o piso contorna apenas três quartos do perímetro dos canteiros. 

“Acho confuso porque não dá para identificar um padrão. Aqui mesmo nós vemos um canteiro com um desenho de piso, e outro logo à frente com outro. Antes do canteiro, o piso é vermelho. Do outro lado, amarelo. Acabou o piso? Não dá para entender”, diz a enfermeira Bruna Soares, de 29 anos. 

Na altura do número 2012, dois cenários diferentes: de um lado da calçada, os postes são sinalizados para os portadores de necessidades especiais; do outro lado, não. Mais à frente, já em Itaipu, próximo à sede do 4º GMAR, os canteiros não tem sinalização. 

Em meados do ano passado, por exemplo, os equipamentos, colados ao meio-feio, tiveram que ser trocados na Avenida Conselheiro Paulo de Melo Kale. 

Em nota, a assessoria da Prefeitura informou que “o problema com o piso tátil do trecho em questão já havia sido detectado pela Coordenadoria de Acessibilidade da Prefeitura de Niterói. Após vistoria no local, foi solicitado o reparo ao consórcio responsável pela construção da Transoceânica, que recolará o piso de acordo com as normas técnicas, sem ônus para a prefeitura”. O prazo para a mudança não foi informado. 

Fonte: http://www.ofluminense.com.br