São Gonçalo lidera lista de devedores do fornecimento de energia

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São Gonçalo lidera lista de devedores do fornecimento de energia

Depois de ficar sem luz em três oportunidades em 2017, a sede da Prefeitura de SG pode voltar a sofrer com o problema

Prestes a ficar às escuras. Essa é a atual situação da Prefeitura de São Gonçalo, que lidera o ranking de devedores da Enel, concessionária responsável pela distribuição de energia elétrica na região. Segundo a empresa, que não revelou o valor, as contas de luz em débito pelo município representam cerca de 20% da dívida total de prefeituras do Estado do Rio de Janeiro. A cidade, já assolada com a falta de arrecadação, se afunda em dívidas e, mesmo com três cortes de fornecimento no prédio do Executivo neste ano, a situação parece não ser urgente para a administração da cidade. 

De acordo com a Enel, as negociações com a Prefeitura de São Gonçalo para quitar as dívidas não estão avançando. Por conta disso, a companhia informou que está intensificando as ações de cobrança.

Em contrapartida, a Prefeitura de São Gonçalo disse estar em contato direto com a Enel para resolver as pendências financeiras, mas alegou que as negociações não estão avançando porque não há uma “conclusão sobre se todos os pontos cobrados pela concessionária estão corretos”. O Executivo também não informou qual seria o valor da dívida total, em sua visão. 

Calamidade – Ao assumir a administração de São Gonçalo, no primeiro dia útil de janeiro, o prefeito José Luiz Nanci encontrou o prédio à luz de velas. No local, ainda funcionam algumas secretarias municipais, como a de Fazenda, Administração, Governo e Infraestrutura, e outras, afetadas pelo corte. Na época, a dívida com a Enel já acumulava R$ 26 milhões, e o Executivo se comprometeu a pagar R$ 2,5 milhões para o restabelecimento da energia elétrica. Foi declarado estado de calamidade pública no dia seguinte. 

Em fevereiro, mais uma vez, o fornecimento foi interrompido. Na ocasião, a Enel informou que tomou a decisão de cortar a luz após várias tentativas de negociar o débito. A justificativa da gestão municipal foi uma falha no processamento interno sobre parte da dívida.

Como se não bastasse, em abril a situação voltou a se repetir. A companhia de energia alegou que tomou a medida, novamente, diante da falta de interesse do município na negociação das contas. Já a prefeitura, por sua vez, disse que os débitos foram deixados pela antiga gestão.

Com o impasse, quem sofre os efeitos é o munícipe. Em uma das situações, o atendimento da Secretaria de Fazenda foi afetado e muitos que foram em busca do carnê de IPTU voltaram para casa de mãos vazias. Sem condições de trabalho, os servidores são dispensados, perdendo um dia de atividade em prol da cidade. 

Fonte: http://www.ofluminense.com.br