Vestidos de branco, moradores fazem ato pela paz em Icaraí

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Vestidos de branco, moradores fazem ato pela paz em Icaraí

Vestidas de branco, pessoas pedem basta de violência na cidade

Mais de 100 pessoas vestidas de branco participaram de um ato público em defesa da paz em Niterói, por volta das 10 horas deste sábado (23). A passeata foi promovida pela Associação de Moradores do Morro de Santa Tereza (Ammost), em Icaraí, na Zona Sul da cidade, e aconteceu na Alameda Carolina, onde esta semana a aposentada Marina Alcina Queiroz Gil, de 66 anos, foi morta após receber uma facada em uma tentativa de assalto.

Os parentes da vítima vestiam uma camisa com a foto da aposentada e, na companhia de amigos e vizinhos, realizaram uma caminhada que passou pelas ruas Comendador Queiroz, Avenida Jornalista Alberto Francisco Torres, Mariz e Barros, Coronel Moreira César e terminou na subida da Alameda Carolina. Os participantes da passeata recolheram assinaturas para um abaixo assinado que pede mais segurança no local. O ato terminou com a oração do Pai Nosso e um salva de palmas em homenagem à Maria Alcina.

Segundo Ana Cláudia Gomes, membro da diretoria da Ammost, o evento foi realizado para pedir justiça e chamar atenção da sociedade para a gravidade do problema da violência urbana.

“Todos nós, moradores, fomos surpreedidos essa semana por um ato de violência absurda que levou a vida de uma vizinha e amiga de todos. Ela teve sua vida brutalmente interrompida. Nós não podemos ficar calados e trancados dentro de casa, assistindo a violência aumentar. Esse movimento é pela paz e também para pedir justiça. É um movimento de exigências de providências da nossa sociedade. Nós não queremos ir embora e, sim, continuar aqui, mas tendo a nossa vida preservada”, defendeu a moradora.

O filho da vítima, Eduardo Queiroz, muito emocionado, fez questão de agradecer a atuação da polícia na resolução do crime.

“A gente reclama muito da polícia, mas a primeira vez que precisei de fato, eles foram brilhantes com a gente. Foram muito humanos com toda a nossa família e correram atrás para solucionar tudo o mais rápido possível”, elogiou.

O presidente da Academia Fluminense de Letras (AFL), Waldenir de Bragança, que também estava presente no ato, disse que é preciso uma atenção maior em crimes cometidos por jovens.

“A questão da redução da maioridade penal é algo que deve ser discutido, principalmente em crimes de homicídios”, opinou.

Memória – A técnica judiciária aposentada Maria Alcina Queiroz Gil, de 66 anos, foi assassinada com uma facada nas costas na última terça-feira, dia 19, por volta do meio-dia, durante uma tentativa de assalto na Alameda Carolina, em Icaraí. Um dos assaltantes, que estavam de bicicleta, se irritou porque ela correu para tentar fugir, a perseguiu, espancou e a esfaqueou pelas costas. Policiais militares apreenderam em São Francisco, próximo ao Skatepark, um menor de 17 anos suspeito do crime, quando se lavava no mar para tentar tirar as marcas de sangue do corpo. Na Divisão de Homicídios (DH) de Niterói, ele confessou o crime e entregou o comparsa, que se apresentou na noite do mesmo dia, na 79ª DP (Jurujuba).

Fonte: http://www.ofluminense.com.br